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GIZ

PORTUGAL, BAIRRADA

 

Luís Gomes mudou o rumo de sua história ao trocar a profissão de bioquímico para a de enólogo e seguir o seu sonho de criar vinhos autênticos da mais alta gama de qualidade. Luís arriscou tudo, pois sentiu-se seguro ao perceber que a Bairrada é capaz de dar vida a vinhos que rivalizam os mais emblemáticos do mundo através da mágica de seu terroir singular. Ao conhecê-lo, a motivação para criar o melhor vinho possível e sua garra para alcançar esse objetivo facultaram o seu êxito em poucos anos de trabalho muito intenso.  

Após completar o mestrado em Viticultura e Enologia no Instituto Superior de Agronomia, Luís passou pelas adegas de Mário Sérgio da Quinta das Bágeiras e logo começou seu próprio projecto, ao qual nomeou de GIZ, em referência aos solos calcários das suas vinhas velhas. 

 O projecto GIZ se baseia em 3 pilares, que o destacam:  
- O clima marítimo moderado da Bairrada 
- As vinhas muito velhas de variedades exclusivamente portuguesas em GIZ, referência ao solo calcário onde se assentam  
- Os longos períodos de envelhecimento em madeira muito nobre  

 

A BAIRRADA  

A Bairrada sai do eixo Douro e Alentejo geograficamente, mas é no estilo de seus vinhos que se afasta significantemente dessas regiões. O carácter distinto, álcool relativamente mais baixo e a notória elegância dos Bairradas seguem o seu próprio rumo. Um caminho a ser mais explorado em Portugal mas já muito desejado pelos consumidores ao redor do mundo.  

Essa denominação de origem controlada situa-se entre a costa fresca do oceano Atlântico e a serra do Buçaco que protege o Dão. A presente influência marítima faz desse um clima moderado e fresco, sem excessos de temperatura. O que ocasiona uma longa maturação das uvas e assegura o desenvolvimento de incrível riqueza de aromas e sabores, sempre a manter a elegância. Quando o ano assim permite! 

“If I am asked to choose a selection of wines to demonstrate the quality, distinctiveness and sheer deliciousness of Portugal's grape varieties and wines, I always include as many as possible from Bairrada”

Julia Harding MW para o site jancisrobinson.com 

 

 

VINHAS VELHAS 

“Vieilles vignes”, como os franceses chamam as vinhas velhas, com um tom de veneração. É assim que os maiores “Domaines” na Borgonha distinguem qualidade superior em seus vinhos. Na Austrália, tais vinhas são tratadas como patrimônio histórico por sua distinta excelência máxima. Rótulos icônicos como Henschke Hill of Grace Shiraz, Penfolds Block 42 Cabernet Sauvignon, Cirillo 1850 Grenache nascem de vinhedos com mais de século de vida. É evidente que as vinhas velhas são uma das maiores riquezas que um vinhateiro pode contar, mas mesmo com toda qualidade que garantem, é ainda muito comum que sejam abandonadas porque são uma alternativa economicamente quase impraticável, já que produzem pouquíssimo. O que torna o projecto de Luís ainda mais especial é o trabalho de revitalização dessas vinhas antiquíssimas, patrimônio da Bairrada, e que estão negligenciadas. Sem iniciativas como a do enólogo, essas plantas preciosas seriam extintas, deixando de contar não somente a história de um grande vinho, mas também da região.  

Com o tempo de vida, as vinhas velhas estabelecem raízes mais profundas, maior equilíbrio, resistência e vigor mais controlado, o que ajuda a adaptarem melhor às condições climáticas extremas que podem surpreender de ano para ano. Também produzem rendimentos significativamente inferiores, mas de qualidade suprema, com grande concentração de precursores aromáticos. As quantidades são tão ínfimas que apenas a concepção de um vinho de alta gama justifica. No copo, contudo, dão um show de concentração, complexidade e harmonia.  

Ao degustar os vinhos de autor de Luís, a profundidade e a classe que possuem emergem de seu DNA. Torna-se impossível não traçar paralelos com a Borgonha e o Barolo, terras sagradas e reconhecidas pela perfeita interpretação de seus terroirs e que têm um elemento muito importante em comum com a Bairrada: o solo rico em calcário (GIZ).  

 

O GIZ   

Enquanto que o xisto prevalece no Douro, granito no Vinho Verde, Dão e partes do Alentejo, na Bairrada a sublime combinação argilo-calcária é que toma conta da paisagem. Cada um desses lugares exibe a sua beleza através da natureza geológica e expressa seu carácter singular.  

O calcário é um dos mais prestigiados solos devido à sua perfeita drenagem e também capacidade de reter água. Esse perfil geológico é protagonista de alguns dos vinhos mais emblemáticos do mundo: Barolo, Rioja, Borgonha, Champagne, Loire, Jura, no “plateau” de Saint-Émilion, em Jerez. Muitos compartilham que vinhos oriundos do calcário possuem uma elegância sublime, são menos carregados em cor e mais charmosos, aromáticos, dotados de vivacidade e taninos de finíssima trama. A acidez é normalmente mais elevada, ao contrário do que suporíamos por ser um solo mais alcalino, porém ela apresenta-se de forma harmônica e integrada.  

 

“Technically, limestone is merely a rock, one made of minerals calcite and aragonite. But spiritually? To some, it’s the holiest vine soil going.”

Alice Feiring no seu livro The Dirty Guide to Wine 

 

BAGA   

Provavelmente originou-se no Dão, mas migrou para a Bairrada onde hoje predomina o cenário ampelográfico. Assim como a Nebbiolo, amadurece tardiamente e possui película fina. Assim como a Nebbiolo, plantar Baga é um risco. O longo amadurecimento que exige traz o consigo o risco do encontro com as chuvas de setembro/outubro, no momento mais crítico da maturação das uvas.

 

“Capable of making great, ageworthy wines”

Jancis Robinson no livro Wine Grapes  

 

  

MARIA GOMES 

A casta branca mais plantada em Portugal é muito popular porque carrega distinta e interessante expressão aromática (laranja, tília, mimosa, louro e mel) além de produzir boas quantidades sem exigir demasiado trabalho. Também denominada Fernão Pires em outras regiões de Portugal. 

 

BICAL 

A Bical tem suas origens entre a Bairrada e Dão. Sua maturação precoce mantém o imenso frescor nos vinhos e álcool moderado. Enquanto a Maria Gomes empresta aroma aos vinhos da Bairrada, a Bical traz estrutura. A casta também mostra afinidade com madeira e trabalho de lias. Ao envelhecer em garrafa, um carácter de Riesling emerge.   

 

A RIQUEZA DO TEMPO  

Talvez seja parte do perfil dos bioquímicos ter a atenção e foco em cada minúsculo detalhe, ou talvez seja o tal “drive” de Luís, pois o que esses grandes vinhos contam no copo é mesmo uma estória sobre seu terroir, rica em minúcias, maestria, definição e profundidade. Na adega, assim como nos vinhedos, a mínima intervenção é a máxima do enólogo. Não há nenhuma adição ou subtração nos vinhos, que seguem seu curso naturalmente, porém com o cuidado de um perfeccionista. Na busca pela interpretação mais fidedigna do terroir, as uvas são desengaçadas e fermentadas em lagar aberto com pisa manual para uma extração muito delicada. O tempo e a paciência ajudam a emoldurar um grande vinho e os seus tintos descansam por 20 meses em carvalho francês da mais nobre qualidade, criteriosamente selecionados pelo enólogo. O branco repousa por 9 meses em barricas de carvalho francês e um toque de americano. No final, o casamento com a madeira mostra-se em sintonia impecável, sem sobreposição à expressão do terroir.        

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