Nas palavras de Antonio Galloni, “Os vinhos do Cappellano são impossíveis de achar, mesmo em Alba (Piemonte)”. O caráter e personalidade forte de Baldo Cappellano permanecem até hoje enraizados no Piemonte, e reverberam entre aqueles que procuram expressar a tradição através da pureza da Nebbiolo. Baldo, junto dos gigantes Beppe Rinaldi (Azienda Agricola Giuseppe Rinaldi) e Bartolo Mascarello, foram conhecidos como os últimos dos moicanos, termo que eles referiram a si próprios já que se sentiam sozinhos na luta em promover arduamente o tradicionalismo em Barolo. O grupo sempre abominou o uso de práticas que iam de encontro com a tradição rica da região. Para eles, o uso de carvalho francês, extrações excessivas, o estímulo de concentração de mosto e outras técnicas modernas, denegria a pureza e singularidade da sagrada Nebbiolo. Baldo, além de ser uma voz ativa em prol do Barolo tradicional, também não admitia que seus vinhos fossem avaliados por notas numéricas, porque em sua mente elas simplificavam todo o trabalho humano a um numeral insignificativo. Junto a tudo isso, nunca mudou sua forma de pensar quanto ao limite de produção de suas terras. A pequeníssima produção jamais aumentou, mesmo depois da demanda por seus Barolos terem disparado mundialmente. Hoje, Augusto Cappellano continua o legado de seu pai e luta incansavelmente pelos mesmos ideais. 2013 foi perto da perfeição como 2010, porém com mais elegância e finesse. Esse Piè Franco é clássico em todos os sentidos e precisará de no mínimo uma década para desabrochar e revelar-se como um dos maiores vinhos da Itália e do mundo. A dica de Antonio Galloni é: “Readers who can find the 2013 should not hesitate.” 

 

 

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Antonio Galloni once said: "The wines of Cappellano are impossible to find, even in Alba (Piemonte)". The character and strong personality of Baldo Cappellano remain to this day rooted in Piedmont, and reverberate among those who seek to express tradition through the purity of the Nebbiolo. Baldo, together with the tradicionalist Beppe Rinaldi and Bartolo Mascarello, were known as the last of the Mohicans, a term they referred to themselves as they felt alone in the struggle to promote Barolo's traditionalism. The group always abominated the use of practices that went against the rich tradition of the Piemonte. For them, the use of new French oak, excessive extraction, the promotion of must concentration and other modern techniques, masked the purity and uniqueness of the sacred Nebbiolo. Baldo, besides being an active voice in favor of traditional Barolo, also did not admit that his wines were scored by numerical notes by the critics, because in his mind they simplified all the human work to an insignificant numeral. On top of it all, he never changed his way of thinking about the production limit of his lands. The tiny production of less than a thousand cases never increased, even after the demand for its Barolos have skyrocket worldwide. Today, Augusto Cappellano continues the legacy of his father and fights untiringly for the same ideals. 2013 was a year near to perfection like 2010, yet showing more elegance and finesse. This Piè Franco is classic in every sense and will need at least a decade to blossom and reveal itself as one of the greatest wines of Italy and the world. In Antonio Galloni's words: "Readers who can find the 2013 should not hesitate."

Cappellano Barolo Piè Franco 2014

REF: 20785
374,90 €Preço
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